Lembro quando tinha 1 ano de idade...Minha vida era -repetindo "ERA"- feliz, não tinha problemas, me divertia, era uma infância desejadas por todos. Mas não quero viver o passado, vamos voltar para o presente, um presente negro, uma adolescência que ninguém iria querer, não sou amada, muito menos respeitada.
Meus pais, viajavam muito, iam para todos os cantos do mundo, mas por eu ser muito nova não podia acompanha-los, ficava sozinha em casa, sozinha não, com uma babá. Ela não era bem uma babá exemplar, lembro que ela levava homens para ir dormir com ela, ouvi gemidos e gritos do quarto dela, algo parecia possui-la, ou sei lá o que acontecia lá, mas devo imaginar que eles estavam...bem, fazendo sexo. Quando eu entrava no quarto de minha mãe, estava tudo bagunçado, a cama sempre estava bagunçada, as "lingeries" de minha mãe estavam espalhada. Certa vez quando estava olhando o que tinha acontecido a babá veio correndo e mandou eu sair de lá, mas antes de sair vi algo parecido com uma bexiga, branco com um liquido dentro, nesta época eu era muito inocente, não sabia o que era aquilo, mas depois de um tempo fui perceber que...sim, era uma camisinha.
A babá muitas vezes me batia, e sempre falava que eu estava errada sobre as coisas, ela falava para os meus pais que eu tinha quebrado as coisas sendo que eu me lembro muito bem ela as furtava. Quando ela levava aquele homem - ele era branco, alto, musculoso e muito bonito por sinal - para para casa, ela me mandava para o meu quarto, e se eu não fosse ela me batia, e só parava quando saia sangue, e enquanto isso aquele homem ficava lá, dando risadas de mim - eu queria mesmo era mata-lo - enquanto eu chorava... chorava muito.
Uma vez contei para os meus pais sobre a minha babá, mas quem iria acreditar em uma criancinha que tinha acabado de fazer 1 ano de idade, a babá desmentiu, lógico, ela falou que eu estava tendo alucinações e que havia me dado febre. Quando mostrei minhas manchas pelo corpo ela disse que eu havia rolado a escada, mas já estava tudo bem. Bom, tive que aceitar calada, ninguém acreditaria em mim, afinal, era apenas uma criança, uma criança que não sabia de nada, boba, besta, feia, burra... odiada por todos... era assim que tinha que ser, algo queria que fosse assim, e assim é, até hoje.
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